Namorado de estudante de direito encontrada morta em prédio de luxo é preso em Fortaleza
O caso ganhou repercussão após a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais na sexta-feira, em que relatou que ao perder contato com a filha, procurou João Munhoz, mas descobriu que estava bloqueada por ele

Está preso, após oito dias da morte da namorada, o advogado e namorado de Isabelle Caracristi, de 22 anos, João Munhoz Neto, de 33 anos. O bacharel em direito foi preso na manhã desta terça-feira (22), em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, após ter mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). Isabelle foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com o namorado, na noite de 13 de setembro, em Fortaleza.
O caso ganhou repercussão após a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais na sexta-feira, em que relatou que ao perder contato com a filha, procurou João Munhoz, mas descobriu que estava bloqueada por ele. Ao ir ao prédio em que o casal morava há poucas semanas, descobriu que Isabelle morreu no dia anterior e que o corpo já estava no Instituto Médico Legal (IML).
Entenda o caso
No dia da morte, Isabelle passou o dia na casa da mãe, a professora universitária recebeu a mensagem da filha, que reclamava de um torcicolo. A estudante de direito morava no prédio havia algumas semanas com o namorado, João Munhoz Neto, um irmão e a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, que é coordenadora de execução da saúde prisional da Secretaria de Administração Penitenciária.
A sogra da jovem foi localizada pela Polícia Civil do Ceará no início da noite deste domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido, e o celular dela e um tablet foram apreendidos e serão periciados.
Imagens da câmera de segurança do prédio, obtidas pelo Jornal Diário do Nordeste, mostram Isabelle chegando ao prédio às 17h58 da tarde. João desce para buscar a namorada na portaria, e eles sobem juntos no elevador. Às 18h33, João deixa o prédio com outra roupa. Antes, no elevador, parece trocar de anel na mão direita. Às 19h12, antes da última mensagem enviada para a mãe, Isabelle entra no elevador a caminho do terraço do prédio, no 23° andar. O apartamento do namorado ficava mais abaixo, no 15° andar. A última mensagem de Isabelle foi às 19h22.
Segundo a polícia, Isabelle morreu 88 minutos após subir para o terraço do edifício, às 20h40. As imagens também mostram João voltando ao prédio às 22h48, quando o carro da perícia forense já estava na garagem. De acordo com a Polícia Civil do Ceará, outras imagens das câmeras de segurança do prédio estão sendo analisadas pela polícia, que já colheu quatro depoimentos e deve ouvir mais quatro pessoas nos próximos dias. O laudo do exame realizado no corpo deve sair até o início de outubro.
O aparelho celular da estudante foi periciado e o conteúdo está sendo analisado. De acordo com a polícia, o laudo cadavérico apontou como causa da morte politraumatismo, com lesões no corpo da vítima compatíveis com o impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
Ao Fantástico, a mãe de Isabelle afirmou que se preocupava com a relação da filha com o homem, de 33 anos, que era seu chefe. Os dois teriam se conhecido durante o estágio da jovem em um escritório de advocacia em julho e dez dias depois já tinham começado o relacionamento.
A professora contou que considerava o comportamento do homem controlador e que havia questionado a rapidez com que o namoro avançou. Isabelle também já teria reclamado para a mãe comportamento ciumento e possessivo do namorado.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou ao g1 que os “procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça”.
Fonte: O Globo




