A Paraíba reduziu o índice de desemprego para 6%, em 2025, e registrou a menor taxa do Nordeste e da série histórica, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), iniciada em 2012, ou seja, a menor em 14 anos. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (20/02).
A taxa de desemprego caiu de 8,3%, em 2024, para 6%, em 2025, com a consistente geração de empregos formais e de oportunidades de trabalho.
A Paraíba foi o segundo estado entre as 26 unidades e o Distrito Federal que mais diminuiu os percentuais de desemprego no ano passado. A queda na desocupação de 2,3 pontos percentuais da Paraíba, de 2024 para 2025, foi superada apenas pelo estado de Roraima que caiu 2,5 pontos percentuais (7,6% para 5,1%). A região Nordeste, que historicamente tem as maiores taxas de desemprego das regiões do país e de toda a série do PNAD, registrou uma queda de 1,6 ponto porcentual (de 8,6% para 7,1%).
O número de pessoas desocupadas no 4º trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024 na Paraíba. Em números absolutos a desocupação caiu de 155 mil (4º tri de 2024) para 103 mil (4º tri de 2025) ou mais de 51 mil pessoas a menos desocupadas. Já a população ocupada atingiu 1,704 milhão de pessoas no último trimestre.
Taxas de desemprego no Nordeste
Houve a alteração no ranking na taxa de desocupação dos estados do Nordeste com os números da pesquisa da PNAD do IBGE de 2025. A Paraíba ganhou cinco posições e assumiu a liderança do Nordeste, alcançando a menor taxa de desocupação do Nordeste. Os três estados do Nordeste com a menor taxa de desocupação agora são Paraíba (6%), Ceará (6,5%) e Maranhão (6,6%). Já os Estados de Piauí (9,3%), Pernambuco (8,7%) e Bahia (8,7%) têm as maiores da Região (veja o quadro abaixo).
Resultado
O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, comemorou mais “um resultado exitoso, excepcional e histórico de um indicador que, é ao mesmo tempo econômico e social da Paraíba, que o avanço da geração postos de trabalho e a redução a níveis históricos de toda a série do desemprego ao chegar a 6% de desocupação em 2025. Nunca tivemos um índice tão baixo de desocupação, segundo o IBGE. Em toda a série histórica, nesses 14 anos, é o menor índice de desemprego da Paraíba, elevando a Paraíba agora, a menor taxa de desocupação dos Estados Nordeste, que é mais um marco governamental” e acrescentou:
“Se formos considerar apenas o recorte do último trimestre de 2025 (out/nov/dez) em relação ao último trimestre de 2024, na mesma pesquisa do IBGE, a taxa de desocupação da Paraíba caiu ainda mais. Ela diminuiu para 5,7%, saindo de 8,5%, no último de trimestre de 2024, para 5,7%, no último de 2025, o que aponta para uma queda de 2,8 pontos percentuais. Ou seja, reduzimos a desocupação para uma taxa ainda mais histórica do Estado. A Paraíba está bem próxima, agora, da taxa histórica de desocupação no Brasil, que ficou em 5,1% no 4º trimestre de 2025. É bom lembrar que a média do Nordeste ficou em 7,1%”, detalhou.
Setores com mais empregos
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, os cinco segmentos na Paraíba que mais tem pessoas ocupadas no 4º trimestre DE 2025 são: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (372 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (326 mil); Informação, comunicação e atividades financeiras (172 mil); Construção (165 mil); e Indústria geral (159 mil) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (156 mil); e Serviços domésticos (106 mil).
PNAD IBGE
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. A amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios de todos os estados, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.
Fonte: ClickPB




