Os servidores da Educação de Campina Grande ameaçam entrar em greve no mês de março, se a Prefeitura ignorar as demandas da categoria. A diretora Maria da Paz, do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), declarou em pronunciamento no ato desta segunda-feira (23/02) que “não restará alternativa”. Os profissionais cobram o pagamento de salário mínimo para as equipes de apoio e o encaminhamento do decreto das progressões do magistério à Câmara Municipal.
O prazo será 11 de março porque o Sintab agendou nova assembleia para a data, novamente na Secretaria de Educação (Seduc).
Em pronunciamento, a diretora do Sintab revelou que o procurador do Município declarou não ter tido tempo para atender as demandas da categoria, que são a publiacação do Decreto das Progressões do Magistério e a correção do salário mínimo do pessoal do apoio.
“Procuramos o governo, procuramos o procurador do Município, que disse estar sem tempo, ele e sua equipe, para redigir um artigo garantindo o pagamento dessas progressões e pediu que o Sintab fizesse. O Sintab fez e entregou ao procurador do Município, que há mais de seis meses não teve tempo de sentar com o secretário de Educação, de sentar com o prefeito e de encaminhar esse decreto”, declarou a diretora, como verificou o ClickPB.
“O secretário de Educação disse ao Sintab, no ano passado, que tínhamos que ponderar porque o município está em crise e que teria, até o final da gestão, para fazer. Estamos aqui, mais uma vez, para solicitarmos ao secretário que estabeleça o calendário de pagamento dessas progressões, que encaminhe esse decreto para a Câmara”, acrescentou Maria da Paz.
Paralisação das atividades
A diretora disse que, além de receberam abaixo do salário mínimo, os funcionários de apoio estão rateando as compras para a merenda escolar.
“Não é interesse desse sindicato parar com as atividades da educação. Mas não restará nenhuma alternativa a não ser isso porque o governo não entende que o pessoal de apoio está recebendo abaixo do salário mínimo e, agora, com a denúncia que, mesmo ganhando abaixo do salário mínimo, estão fazendo rateio para comprar merenda para algumas escolas. O governo não entende que os professores precisam se aposentar. E se é essa linguagem que o governo entende, vocês vão decidir nas próximas assembleias”, pontuou aos servidores, relembrando a data da nova assembleia, em março.
“Estamos com ato marcado para o dia 11 de março. Esse é o prazo que a gente espera que o prefeito Bruno Cunha Lima sente com o sindicato e que, de fato, negocie e que seja cumprido o negociado: que pague o salário mínimo para o pessoal de apoio, discuta o Plano de Cargos do pessoal de apoio, que encaminhe o decreto para a Câmara e que sente com o sindicato estabelecendo o calendário de pagamento das progressões”, disse Maria da Paz.
Confira o pronunciamento da diretora do Sintab
Fonte: ClickPB




